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História
Situado no Paço do Lumiar, assim chamado dum
paço que aqui teve o infante D. Afonso Sanches, filho de D. Dinis, o
Colégio Manuel Bernardes, instalado na Quinta dos Azulejos, orgulha-se
de ser uma das instituições de ensino mais bem sucedidas, ao longo dos
seus mais de sessenta e cinco anos de existência.
A Quinta dos Azulejos é, no seu género, uma das mais notáveis de
Lisboa. Nesta quinta, viveu, durante algum tempo, a rainha D. Maria I.
O seu nome deriva dos preciosos azulejos que cobrem as galerias do
jardim. Os grandiosos azulejos, peças relevadas, de aplicação e
soltas, são fruto da antiga fábrica do Rato 1779-1780, e tiveram em
anos mais recentes a distinção de Património Nacional. Os quadros
representam assuntos sacros, cenas rurais e de
interior,
marinhas, galanteios ... , sendo a maior parte deles cópias de
gravuras que, pelos trajes das figuras e alguns acessórios reproduzem
tipos e coisas do Norte, talvez por isso lhes chamem azulejos
Holandeses.
A História do Colégio Manuel Bernardes propriamente dita, começa a 6
de Novembro de 1935, quando foi concedido a esta instituição o seu
alvará.
O seu fundador, proprietário e director, foi o Padre Augusto Gomes
Pinheiro, ilustre personalidade da altura e que tem, hoje, um busto de
bronze nos jardins do Colégio.
No início, o C.M.B. era um colégio interno só para rapazes, mas, desde
há alguns anos, passou a ter um regime de externato para rapazes e
raparigas. Como instituição particular portadora de uma tradição
histórica, o Colégio instituiu um dia que para os alunos é considerado
feriado. No dia 19 de Fevereiro, o Dia do Colégio, os antigos alunos
visitam a sua antiga escola reencontrando os seus antigos professores
e amigos num almoço de confraternização para o qual estão sempre
convidados os actuais alunos da instituição.
Mas este não é o único dia que o Colégio Manuel Bernardes dedica ao
entretenimento. Todos os anos, num dos últimos dias do ano lectivo
realiza-se o Arraial do C.M.B., em que alunos, pais e amigos, se
reúnem nos espaços da Quinta dos Azulejos para uma noite à boa moda
portuguesa, com sardinhas assadas, febras e muita animação.
Última actualização em
01.09.2011 |